Amamentação e desmame: problemas comuns e como lidar

Cena educativa representando o ato de amamentar, com mãe e bebê em conexão em casa, preto e branco.
Muitas mães enfrentam desafios durante a amamentação ou o desmame. Neste post, você vai entender os problemas mais comuns e como superá-los com apoio e informação.

Introdução

A amamentação é um momento único de conexão entre mãe e bebê, além de oferecer benefícios nutricionais e imunológicos importantes. Mas nem sempre esse processo acontece sem dificuldades. Dores, fissuras, baixa produção de leite, ingurgitamento, dificuldades no desmame… São questões comuns, que podem ser superadas com apoio e informação de qualidade. Neste post vamos discutir as condições mais comuns associadas às dificuldades na amamentação e desmame. 

1. Baixa produção ou percepção de pouco leite

É comum a mãe sentir que “tem pouco leite”, principalmente quando o bebê chora muito ou mama com frequência. Porém, isso nem sempre indica um problema real. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), é esperado que o bebê mame de 8 a 12 vezes por dia nas primeiras semanas de vida.

  • Observe se o bebê ganha peso adequadamente
  • Verifique se ele urina bem (6 a 8 fraldas molhadas por dia)
  • Evite oferecer bicos artificiais nos primeiros dias
  • Busque apoio com consultoras de amamentação ou profissionais de saúde

2. Dor e fissuras nos mamilos

As dores nos mamilos, especialmente nos primeiros dias, podem estar relacionadas ao posicionamento incorreto do bebê na hora de mamar. A pega inadequada é a principal causa de fissuras, e pode ser resolvida com ajustes simples na técnica.

Medidas úteis:

  • Garantir que o bebê abocanhe boa parte da aréola, não só o bico
  • Evitar lavar os seios com sabão (pode ressecar a pele)
  • Aplicar o próprio leite materno nos mamilos após as mamadas
  • Consultar uma profissional em amamentação em caso de dor persistente

3. Ingurgitamento mamário

O ingurgitamento acontece quando as mamas ficam muito cheias, doloridas e endurecidas. Isso pode dificultar a pega do bebê e gerar ainda mais dor. É comum nos primeiros dias, quando o leite “desce”.

Como aliviar:

  • Fazer massagens suaves e ordenha manual antes das mamadas
  • Usar compressas frias após as mamadas
  • Evitar pular mamadas ou usar bombas em excesso

4. Mastite e ductos obstruídos

Se a mama está avermelhada, quente e dolorida, pode ser mastite — uma inflamação que pode ou não estar associada à infecção. Também pode haver ductos obstruídos, que causam nódulos e dor localizada.

O que fazer:

  • Continuar amamentando, principalmente no lado afetado
  • Massagear suavemente a região durante a mamada
  • Aplicar compressas mornas antes de amamentar
  • Procurar atendimento médico se houver febre ou piora dos sintomas

5. Desmame precoce e dificuldades na transição

Mãe sentada no sofá amamentando o bebê com tranquilidade, em cena ilustrativa sobre aleitamento materno.

O desmame pode acontecer de forma natural ou ser necessário por motivos diversos. Porém, o ideal é que ele seja gradual, respeitoso e acolhedor para mãe e bebê. O Ministério da Saúde e a OMS recomendam o aleitamento exclusivo até os 6 meses e complementado até os 2 anos ou mais.

Para um desmame tranquilo:

  • Reduza uma mamada por vez, com intervalo de alguns dias
  • Ofereça mais colo, atenção e afeto em substituição ao peito
  • Introduza alimentos saudáveis e em horários regulares
  • Conte com apoio familiar e evite julgamentos

6. Quando procurar ajuda especializada

Ilustração de mãe amamentando seu bebê em um ambiente aconchegante, representando acolhimento e vínculo.

Algumas situações exigem acompanhamento profissional:

  • Perda de peso do bebê
  • Dor intensa nas mamas ou mamilos
  • Presença de febre, secreção purulenta ou nódulo doloroso
  • Interrupção abrupta do aleitamento

O acompanhamento por uma consultora de amamentação, pediatra ou médico de família pode fazer toda a diferença.

Conclusão

Os desafios da amamentação e do desmame são comuns, mas com apoio adequado e informação baseada em evidências, é possível viver essa fase com mais tranquilidade e segurança. Valorize suas conquistas, respeite seus limites e lembre-se: pedir ajuda também é um gesto de cuidado com você e com seu bebê.

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